
Desde a primeira vez que cheguei em Southampton uma coisa que me chamou a atenção foi como as salas são pequenas e cheias. Não de pessoas, mas de objetos, há prateleiras com livros, mapas, avisos, textos e definições espalhados pelas paredes e as mesas variam de duas a quatro pessoas. Confesso que achava que as salas de aula só eram assim e Hogwarts. Mais que isso, as salas me lembravam o jardim de infância!
Suponho que no jardim de infância a proposta é tornar o ambiente menos intimidador para a criança que está saindo do espaço familiar e se aventurando no espaço educacional. Além de usar o ambiente como um elemento motivador, estimulando a cognição do aluno e incentivando-o a interagir e experimentar.
A divisão da sala de aula no Reino Unido feita em grandes mesas, seja em duplas ou quartetos, também é interessante para facilitar o trabalho em grupo entre os alunos. Também percebi que os professores sempre que possível estimulam a participação e quando necessário encaixam o intervalo quando seu próprio ritmo ou o da turma começam a cair, a hora de recreio é variável.
Enfim, é um estilo bem diferente das impessoais e assépticas (ou nem tanto) salas brasileiras. Muitas são imensas, onde os alunos ficam anônimos e isolados em suas cadeiras individuais, assistindo passivamente ao professor em sua arquibanca, faltando até torcida para interagir com o professor.
O que me leva a pensar, que as melhores salas e aula do brasil ficaram distantes, no jardim de infância. Enquanto os britânicos levaram esse modelo até o mestrado. E olha que aqui nem temos tantas aulas, no sentido tradicional, assim.

Post muito legal!!! Nunca tinha pensado nisso… na Espanha é o mesmo modelo que vemos no Brasil…
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bem, significa pelo menos que não é um erro só nosso. 🙂
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