Exemplos – um Patch Adams da matemática


Essa eu li no UOL notícias:

Sam Calavitta, ou  “Mister Cal” não parece ter nada de musa inspiradora. Quarentão, de cabelos  em estilo militar, cara de boxeador (e ex-lutador mesmo) e professor de uma matéria que sempre foi a pedra no meu sapado, a matemática. Ainda assim esse senhor é um professor premiado nos estados unidos, tanto por produzir turmas de elite com ótimos resultados como também por seu trabalho com alunos problemáticos: como criminosos, prostitutas e suicidas.

Usando técnicas ousadas comparadas com o ensino tradicional “Mister Cal” parece ter criado combinações  matadoras.  Seja usando jogos, brincadeiras ou frases de motivação pronunciadas de um modo quase militar ele consegue motivar os alunos a aprender e manter sua atenção, mantendo a inovação quase como uma constante em suas aulas. Muitas vezes os alunos simplesmente não sabem o que os esperam. Dentre as técnicas dele, uma que também não posso deixar de citar, simplesmente se dispor a ouvir e ter uma imensa paciência considerando seus alunos como indivíduos e não como um coletivo como geralmente se faz. Não julgar parece ser um ponto essencial. Mas não se iludam o sujeito não tem a menor pinta de ser um cara indulgente, segundo o próprio “Os jovens devem aprender que a vida é dura”.

Aí eu fico pensando no que ainda tenho de melhorar como professor, ainda que seja de me maravilhar com a inteligência alheia, com certeza eu julgo. Tenho dificuldades de manter o aluno interessado e entusiasmo é algo que pode se quebrar fácil. O que me motiva a procurar formas inovadoras de ensinar

Enfim, a história do sujeito dava um filme, é algo como um Patch Adams com algo de wolverine 🙂 . Algo bem adequado os nossos tempos barra-pesada não?

2 comentários em “Exemplos – um Patch Adams da matemática

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  1. É verdade. Tenho enorme admiração pelos professores que conseguem causar mudanças significativas em seus alunos, principalmente naqueles que, por serem “difíceis”, são mais ou menos deixados de lado ao longo de sua vida acadêmica. O desafio de manter alunos interessados e dispostos a enfrentar as dificuldades inerentes ao aprender em um sistema formal de educação tem sido cada vez maior. Mas, parece que alguns ainda conseguem. Tomara que sejam mais que alguns, né? Boa sorte pra nós…

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  2. Oi Anamaria, eu também espero que por aqui sejamos capazes de incentivar a entrada de gente com esse perfil e condições para se trabalhar dessa forma dentro da carreira de educação.

    Não é um consolo, mas o Cal parece ser um professor “out of the charts” por lá também. E creio que concordamos que é bonito ver alguém no estado da arte em sua área de trabalho não?

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