Dentre as coisas legais que encontramos pela web encontrei recentemente o artigo If You Have a Problem, Ask Everyone em uma matéria do NY TImes. Em português o título seria “Se você tem um problema pergunte a todo mundo”.
Segundo o artigo John Davis, um químico de Illinois desenvolveu um método para manter o concreto líguido através de vibrações. Porém ele também viu que seu sistema também servia para impedir o petróleo de congelar nas baixas temperaturas do Alasca, que era um problema com o qual um Instituto no Alasca estava lidando. O qual pagou 20.000 dólares pela solução. O pesquisador e o Instituto se “conectaram” graças a uma empresa chamada Innocentive, cujo trabalho foi ligar organizações com um desafio a pessoas com potenciais soluções. E lucrando através de uma taxa sobre a divulgação dos desafios e os prêmios.
O potencial da idéia é imenso, algo como uma aplicação da mentalidade de software livre à ciência. Segundo John Seely Brown é principalmente uma mudança de atitude, de uma cultura de consumo para uma cultura de participação. O que também leva a alguns aspectos transdisciplinares enlouquecedores: Como a competição online patrocinada pelo Howard Hughes Medical Institute e a University of Washington que recruta profissionais de jogos para tentar descobrir um dos antigos problemas da biologia, descobrir como as proteínas se dobram (e não, eu não entendo de biologia o suficiente para dizer o que isso significa, siga o link).
A idéia da empresa demonstra uma idéia muito legal que tem um pézinho no que chamamos de comunidade de aprendizagem. Creio que se há um “comércio” que realmente traz avanço para a humanidade é o de idéias, é o tipo de iniciativa que toca naquelas mudanças mais complicadas que comentei em outro texto. E por isso mesmo envolvem o maior potencial de impacto.
Oi, Renato,
Muito interessante esta informação. Gostaria de ver o texto, mas o link está indo para uma página que não existe.
De qualquer forma, pela sua informação, não considero que seja “comunidade de aprendizagem” porque, nelas, encontramos colaboração e não competição entre os membros. Esta é uma confusão que muita gente faz, inclusive eu fazia antes de pesquisar o assunto. Esta confusão, inclusive, é meu objeto de pesquisa no mestrado. Tudo o que junta no ciberespaço é comunidade? E mais: como diferenciar as de aprendizagem? O que dá pra dizer, pela bibliografia da área, é que a colaboração é a base.
Obrigada pela reflexão!
Abraços,
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Oi Jaciara, muito legal seu tema de mestrado, é uma reflexão na qual eu não havia chegado. Num assunto deveras interessante, uma boa indicação. Da minha parte sempre considerei a web uma imensa construção coletiva, mas concordo que coletivo não significa comunitário.
Por outro lado eu pergunto: Competição pode ser usada como um motivador dentro do ensino certo? A comunidade de aprendizagem, sendo baseada em colaboração, deve ser obrigatóriamente sem competição? Haverá formas de se usar o potencial motivador da competição sem anular a base de uma comunidade de aprendizagem?
Não que eu saiba responder essa pergunta, mas agradeço eu pela reflexão. 🙂
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